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Capixabas ocupam ruas em defesa de direitos no Dia Internacional da Mulher

08/03/2017 por: Comunicação Sindiupes

20170308_095930O Dia Internacional da Mulher, nesta quarta-feira, 8 de março, foi marcado por uma grande manifestação de trabalhadoras capixabas, do campo e da cidade, que saíram às ruas de Vitória/ES, para protestar contra a retirada de direitos proposta pelas reformas do governo golpista de Michel Temer, além de reafirmar suas lutas contra a violência, o machismo, o feminicídio, o racismo e a lesbo-transfobia.

O SINDIUPES, por meio da secretaria de Gênero, a CUT-Central Única dos Trabalhadores e diversas entidades sindicais e movimentos sociais realizaram um grande Ato na Praça 8, no Centro de Vitória, denunciando os prejuízos que as mulheres sofrerão com a reforma da Previdência, em discussão no Congresso Nacional por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287. Uma passeata percorreu as principais avenidas da capital, saindo da Praça 8, no Centro, seguindo até à sede do INSS, no bairro de Monte Belo.

Com cartazes, faixas e bandeiras, trabalhadoras em educação, diretoras sindicais, trabalhadoras rurais e profissionais de diversas categorias uniram suas forças e vozes para reforçar que não aceitarão a perda de direitos conquistados duramente ao longo da história. Também chamaram a atenção da sociedade para os retrocessos e ameaças em curso por meio das medidas dos atuais governos, deixando bem claro que é preciso reagir para não morrer trabalhando.

Este ano, as trabalhadoras capixabas aderiram à Campanha Mundial “Parada Internacional das Mulheres”, cujo tema principal é “Se Nossas Vidas não Importam, Que Produzam Sem nós”, numa referência clara à discriminação da mulher no trabalho e na sociedade capitalista, onde ela recebe salários menores e não ocupa, na mesma proporção, cargos de comando nas empresas e no governo.

O movimento 8M Pare no Brasil orientou que as mulheres fizessem uma paralisação de uma hora, entre 12h30 e 13h30 no dia de hoje, contra a Reforma de Previdência e pelo fim da violência contra a mulher. O ES continua no topo do ranking dos assassinatos de mulheres.

Reforma
A reforma da Previdência atinge a todos, homens e mulheres, mas as mulheres serão as mais prejudicadas com as mudanças. Ela prolongará ao máximo o acesso à aposentadoria e reduzirá o valor do benefício. As mulheres serão as principais afetadas com a proposta que desvincula o salário mínimo do benefício, equipara a a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres e aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos. Se quiser receber o beneficio integral, a trabalhadora ou o trabalhador terá que contribuir durante 49 anos, ininterruptos.

As novas regras que estão sendo propostas não levaram em conta a desigualdade de gênero na sociedade e no mundo do trabalho. As mulheres têm salários menores, trabalham mais, não tem oportunidades de promoção iguais aos dos homens e ainda enfrentam dupla e até tripla jornada de trabalho. Além disso, elas estão nos empregos mais precários e ainda são elas, na grande maioria das vezes, as responsáveis pelos cuidados com a família e as tarefas domésticas.

Objetivo da Data 

O Dia 8 de março é o resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres (principalmente nos EUA e Europa) por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras décadas do XX.

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

 



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