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Dia da Consciência Negra – A luta contra o racismo deve ser feita por todos/as!

17/11/2017 por: Comunicação Sindiupes

Neste 20 de novembro, o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra, data que lembra a luta do líder Zumbi de Palmares pela liberdade e direitos dos(as) negros(as). 

A Secretaria e o Coletivo de Combate ao Racismo do SINDIUPES celebram essa importante data e reafirmam a sua bandeira em defesa de uma escola com Igualdade Racial e respeito às diferenças. 

O Dia da Consciência Negra representa a luta e resistência do povo negro e traz à tona o debate sobre racismo e o acirramento da intolerância nos dias atuais. Nesse sentido, é necessário ampliar os espaços de debates sobre as questões raciais no Brasil, denunciar a violência contra a juventude e combater o avanço das forças conservadoras que ameaçam a democracia.

Na escola, em casa, na rua, no trabalho, é preciso que todos e todas lutem contra o preconceito racial que, mesmo escondido ou desfocado, marca a sociedade brasileira, sem esquecer que o racismo é crime – Lei 7716/1989.

Histórico
O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, foi instituído oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares – situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, na região Nordeste do Brasil. Zumbi foi morto em 1695, na referida data, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho. 

A escolha do dia 20 de novembro serviu, dessa forma, para manter viva a lembrança de que o fim da escravidão foi conseguido pelos próprios escravos, que em nenhum momento durante o período colonial e imperial deixaram de lutar contra a escravidão.
Durante quatro séculos, o País explorou aproximadamente quatro milhões de africanos(as) que foram trazidos para exercer o trabalho escravo.

O fim da abolição não representou também o fim dos problemas sociais para os escravos libertados. O racismo e a resistência à inclusão dos negros na sociedade brasileira após a abolição foram também um motivo para se escolher o 20 de novembro como data para se lembrar dessa situação.

A resistência dos afrodescendentes não se fez apenas no confronto direto contra os senhores e forças militares, ela também ocorreu – e ainda acontece – no aspecto religioso e cultural, como no candomblé, na capoeira e na música. Relembrar essas características culturais é uma forma de mostrar a importância dos africanos escravizados e de seus descendentes na formação social do Brasil.

Ampliar a reflexão
Com a redemocratização do Brasil e a promulgação da Constituição de 1988, vários segmentos da sociedade, inclusive os movimentos sociais, como o Movimento Negro, obtiveram maior espaço no âmbito das discussões e decisões políticas.

A lei de preconceito de raça ou cor (nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989) e leis como a de cotas raciais, no âmbito da educação superior, e, especificamente na área da educação básica, a lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira, são exemplos de legislações que preveem certa reparação aos danos sofridos pela população negra na história do Brasil.

O papel do educador é contribuir para ampliar a reflexão dos estudantes e de toda a comunidade escolar. A compreensão sobre as raízes do racismo, sobre os vários conceitos ligados a essa prática de ordem social e cultural, é essencial para que saibamos identificar e combater as variadas formas de hierarquias entre as pessoas.

Entenda a diferença! 

PRECONCEITO RACIAL: O preconceito é uma opinião que se emite antecipadamente a partir de informações acerca de pessoas, grupos e sociedades. Um conceito previamente formado por meio das relações sociais e aprendidas ao longo do tempo.

DISCRIMINAÇÃO RACIAL: Ação, atitude ou manifestação contra uma pessoa ou grupo de pessoas em razão de sua raça/etnia. A discriminação é a materialização do racismo e do preconceito, é uma ação que resulta em violação de direitos.

RACISMO: É um comportamento que estrutura as relações sociais no Brasil. Se expressa de formas diferentes de acordo com o contexto, mas violenta e oprime pessoas de origem racial não hegemônica. É crime, de acordo com a Constituição Federal.

Quando o assunto é Racismo, existem muitos instrumentos que facilitam esse trabalho, como músicas, poesia, filmes e livros. Clique aqui e confira alguns documentários para debater o tema.

 



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