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Reconhecer e Valorizar – Mulheres também são Exatas

14/11/2017 por: Comunicação Sindiupes

Se alguém perguntar quem são os grandes cientistas da humanidade, a maioria das pessoas dirá: Albert Einstein, Isaac Newton, Thomas Edison, Daniel Fahrenheit, Anders Celsius, e nenhum nome de mulher será citado.

Embora haja pouco reconhecimento sobre a contribuição feminina para a Ciência, muitas mulheres fizeram história nas áreas de Matemática, Física, Química e Biologia, revelando importantes descobertas científicas no Brasil e no mundo. 

Apesar dos estereótipos e restrições sociais e culturais, as mulheres ocupam cada vez mais espaços nessas áreas e contribuem com a evolução da Ciência e do desenvolvimento da sociedade. De acordo com dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a participação das mulheres nas áreas de Exatas mais do que dobrou de 2011 até 2016 no Brasil, com presença em 30% do total de bolsas concedidas.

Dedicação e pesquisas
Nas escolas das redes municipais e estadual do Espírito Santo, a Secretaria de Gênero do SINDIUPES reconhece e destaca a atuação das mulheres na área de Exatas, com dedicação em pesquisas, participação em olimpíadas, formação em pós-graduação e mestrado, visando aprimorar os conteúdos oferecidos aos estudantes nas disciplinas de Matemática, Física e Química.

“As mulheres estão na sala de aula, em todas as disciplinas, rompendo com essa mentalidade de que existem atividades e funções diferenciadas para os homens e para as mulheres. E nosso trabalho é esse: incentivar meninas e mulheres a estudarem e atuarem em todas as áreas, pois assim teremos mais mulheres em posições de liderança, mais pesquisadoras e maior participação feminina em discussões sobre o desenvolvimento e o futuro”, destaca Josandra Rupf, diretora da Secretaria de Gênero. 

Superar preconceitos
Ainda assim, há um longo caminho para incluir efetivamente as mulheres na Ciência, de forma que tenham seu trabalho reconhecido e possam superar os preconceitos que existem na área. Segundo a ONU-Organização das Nações Unidas, as mulheres representam apenas 28% do conjunto de pesquisadores no mundo, com pouco acesso a financiamento, redes e cargos de destaque. 

Diante desse cenário, é preciso continuar os esforços para promover a igualdade de gênero na Ciência e pelo reconhecimento do trabalho da mulher na área de Exatas. Na avaliação da diretora da Secretaria de Gênero do SINDIUPES, Jerusa Gujanwski,  é necessário promover ambientes onde meninos e meninas sejam igualmente estimulados em todas as áreas e garantir a inserção da mulher na área científica. “A escola e  a sociedade de forma geral devem valorizar, conscientizar e divulgar as inúmeras possibilidades para a atuação das mulheres, pondo fim a essa divisão cultural entre os sexos, principalmente para que engenheiras, cientistas, físicas, matemáticas, sejam referência e exemplos para as mulheres desde os primeiros anos de estudo”, enfatiza Jerusa.

 

Mulheres que deixaram sua marca na evolução da sociedade no Brasil e no Mundo

 

Hildegard de Bingen (1098-1179)
Durante a idade média, mulheres se instruíram em conventos e foi como abadessa que Hildegard de Bingen (ou santa Hildegard, para a igreja anglicana) escreveu livros sobre botânica e medicina. Suas habilidades de médica eram conhecidas e frequentemente confundidas com milagres. Seus feitos se tornaram tão famosos que um asteroide foi batizado em sua homenagem: o 898 Hildegard.

Maria Gaetana Agnesi (1718-1799)
A matemática espanhola descobriu uma solução para equações que, até hoje, é usada. É ela a autora do primeiro livro de álgebra escrito por uma mulher. Também foi a primeira a ser convidada para ser professora de matemática em uma universidade.

Ada Lovelace (1815 -1852)
Ada é creditada como a primeira programadora do mundo por sua pesquisa em motores analíticos – a ferramenta que baseou a invenção dos primeiros computadores. Suas observações sobre os motores são os primeiros algoritmos conhecidos.

Elizabeth Arden (1884- 1966)
O nome parece conhecido? Foi ela quem criou as primeiras fórmulas dos produtos de beleza. Formada em enfermagem, começou sua carreira criando cremes para queimaduras em sua própria cozinha, usando leite e gordura. Logo, passou a buscar a receita do creme hidratante perfeito. E assim nascia a Elizabeth Arden, uma das mais valiosas empresas de cosméticos da atualidade.

Marie Curie (1867 – 1934)
Esta lista não estaria completa sem a “mãe da Física Moderna”. Marie Curie é famosa por sua pesquisa pioneira sobre a radioatividade, pela descoberta dos elementos polônio e rádio e por conseguir isolar isótopos destes elementos. Foi a primeira mulher a ganhar um Nobel e a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com o prêmio: a primeira vez em Química, em 1903, e a segunda em física, em 1911.

Florence Sabin (1871-1953)
Florence é conhecida como “a primeira-dama da ciência americana” – ela estudou os sistemas linfático e imunológico do corpo humano. Tornou-se a primeira mulher a ganhar uma cadeira na Academia Nacional de Ciência dos EUA e, além disso, militava pelo direito de igualdade das mulheres.

Virginia Apgar (1909 -1974)
É ela a criadora da Escala de Apgar, exame que avalia recém-nascidos em seus primeiros momentos de vida, e que, desde então, diminuiu as taxas de mortalidade infantil. Especialista em anestesia, ela também descobriu que algumas substâncias usadas como anestésico durante o parto acabavam prejudicando o bebê.

Nise da Silveira (1905- 1999)
Psiquiatra renomada, a brasileira foi aluna de Carl Jung. Lutou contra métodos de tratamento comuns na sua época, como terapias agressivas de choque, confinamento e lobotomia. Durante a Intentona Comunista, em 1936, foi presa por possuir livros marxistas e acabou conhecendo o escritor Graciliano Ramos, que a transformou em uma personagem de seu livro “Memórias do Cárcere”.

Gertrude Bell Elion (1918 -1999)
A americana criou medicações para suavizar sintomas de doenças como Aids, leucemia e herpes, usando métodos inovadores de pesquisa – seus remédios matavam ou inibiam a produção de patógenos, sem causar danos às células contaminadas. Ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1988.

Johanna Dobereiner (1924-2000)
A agrônoma realizou pesquisas fundamentais para que o Brasil se tornasse um grande produtor de soja, além de ter desenvolvido o Proalcool. Estima-se que suas pesquisas fazem com que o nosso país economizem 1,5bilhões de dólares todos os anos, que seriam gastos em fertilizantes. Seu estudo sobre fixação de oxigênio permitiu que mais pessoas tivessem acesso a alimentos baratos e lhe rendeu uma indicação para o Nobel de Química em 1997.

Fonte: Revista Galileu



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