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Ricardo Ferraço, Rose de Freitas e Magno Malta acabam com direitos dos/as trabalhadores/as

12/07/2017 por: Comunicação Sindiupes

Contrariando os interesses do povo brasileiro, o Senado Federal aprovou a Reforma Trabalhista por 50 votos a favor e 26 contra, na noite desta terça-feira (11).

Entre os senadores que votaram contra o/a trabalhador estão os capixabas Ricardo Ferraço (PSDB), Rose de Freitas (PMDB) e Magno Malta (PR).

Apesar da pressão popular e da resistência de alguns parlamentares de oposição, os senadores deram as costas para a classe trabalhadora do país e decretaram a morte da CLT-Consolidação das Leis Trabalhistas e dos direitos trabalhistas.

Essa proposta de Reforma retira inúmeros direitos conquistados pela classe trabalhadora em benefício dos grandes grupos financeiros, agrário e empresarial do país e do mundo.

A partir de agora, os/as trabalhadores/as serão obrigados a aceitar redução de salários, aumento da jornada de trabalho – até 12 horas/dia e 48 horas semanais – , férias parceladas em três vezes, fim do 13º salário, redução de horário de almoço para 30 minutos, trabalho temporário de até 240 dias .

Para as mulheres, os retrocessos serão ainda maiores. As trabalhadoras grávidas e lactantes poderão trabalhar em locais insalubres, o que é proibido pela atual legislação, e as denúncias de assédio moral não terão a devida proteção legal.

Ou seja, significa a total precarização das condições de trabalho, enquanto os parlamentares continuarão com suas mordomias e privilégios pagos pelo povo brasileiro. Clique aqui e confira os senadores que votaram a favor e contra a Reforma.

Para diretor técnico do Dieese, cenário ainda é reversível

“Com a mudança de 300 itens nas leis referentes ao trabalho, elas viraram uma grande proteção às empresas”, é o que afirma o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, a aprovação no Senado da reforma trabalhista, nesta terça-feira (11). Clemente diz não acreditar que as mudanças sejam definitivas, sem possibilidade de serem revertidas.

Segundo ele, a reforma trabalhista aprovada pelo Senado é uma “agenda aberta” para os movimentos sindicais trabalharem daqui para frente. “Haverá uma disputa ainda pela frente para forçar o presidente a vetar alguma parte do projeto, depois será na Justiça do Trabalho, no Supremo Tribunal Federal e, principalmente, no chão das fábricas, através da organização sindical”, diz o diretor técnico do Dieese. (Fonte: CUT)

ANTES DA VOTAÇÃO, HOUVE RESISTÊNCIA E OCUPAÇÃO NO SENADO FEDERAL

As Senadoras Gleisi Hoffman e Fátima Bezerra, do PT, Lídice da Mata (PSB) e Vanessa Grazziotin, (PC do B) ocuparam a mesa da presidência do Senado, obrigando o presidente a suspender a sessão que colocaria em votação a Reforma.

O Plenário permaneceu por algumas horas totalmente às escuras e o som dos microfones foram cortados, mas as senadoras resistiram por quase 7 horas.

Do lado de fora, trabalhadores /as, sindicatos e movimentos sociais protestaram contra a retirada de direitos com a presença de dirigentes do SINDIUPES e da CNTE.

MANIFESTAÇÃO ES

No Espírito Santo, trabalhadores/as, estudantes e dirigentes sindicais e populares ocuparam as ruas numa grande manifestação em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado.

Com faixas, bandeiras e cartazes a caminhada contra a Reforma Trabalhista seguiu pelas ruas do centro da cidade e contou com a presença do SINDIUPES, CNTE, CUT, UGT, MST, além de trabalhadores/as da educação e de outras categorias.

 

Brasília/DF

     

Cachoeiro de Itapemirim

      

 



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