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Secretaria e Coletivo de Combate ao Racismo realizam a Exposição “Mulheres Negras da Educação”

28/07/2017 por: Comunicação Sindiupes

“Quando a mulher negra se movimenta, toda a
estrutura da sociedade se movimenta com ela, porque tudo é
desestabilizado a partir da base da pirâmide social onde se
encontram as mulheres negras, muda-se a base do capitalismo”.
Angela Davis, professora e ativista norte-americana

Como parte das comemorações pelo Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional da Mulher Negra-Tereza de Benguela celebrados em 25 de julho, a Secretaria e o Coletivo de Combate ao Racismo do SINDIUPES promovem a exposição fotográfica Dandaras – Mulheres Negras da Educação. O lançamento será no dia 10 de agosto no MUCANE-Museu Capixaba do Negro, em Vitória, às 18h.

A exposição retrata 13 mulheres trabalhadoras em Educação, filiadas ao SINDIUPES, que contribuem com a valorização e o reconhecimento da história afro-brasileira, por meio do desenvolvimento de projetos que priorizam a educação para as relações étnico raciais e também através de sua atuação em espaços de lutas nos movimentos sindical e negro, conselhos, associações e comunidades quilombolas, entre outros.

“As mulheres retratadas na exposição são professoras, militantes e lideranças sociais e sindicais que atuam nas redes públicas de ensino em diversos municípios do Espírito Santo, contemplando as regiões Norte, Noroeste, Serrana, Sul e Grande Vitória. A representação de cada uma delas revela a força e o empoderamento da mulher negra em nossa sociedade e sua luta no atual cenário pelo qual passa o país com o avanço das agendas conservadoras e com o acirramento das desigualdades sociais”, diz Rakel Rissi, coordenadora do Coletivo de Combate ao Racismo do SINDIUPES e idealizadora do projeto.

Adriano Albertino, Secretário de Combate ao Racismo do SINDIUPES, reafirma a importância da construção de alternativas às datas oficiais comemoradas no país e a necessidade de se promover o reconhecimento da história das mulheres negras que estiveram e estão no centro das lutas dos movimentos sociais e culturais. Afinal, pouco se conhece sobre nossas heroínas negras, entre elas: Dandara, Luíza Mahin, Carolina Maria de Jesus, Mãe Menininha, Laudelina Mello, Tereza de Benguela e tantas outras.” É urgente a implementação de políticas públicas que contemplem as mulheres negras e todo seu potencial de transformação na Educação e demais setores da sociedade”.

O evento conta com a parceria do MUCANE e da Ong Instituto das Pretas, e tem também como objetivo chamar a atenção da sociedade para a necessidade de colocar em prática a Lei Federal 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas redes públicas e particulares de ensino.

As fotos foram produzidas pela fotógrafa Márvila Araújo, profissional que se dedica a fotografar a beleza negra e, ao mesmo tempo, estimular a reflexão sobre questões sociais e raciais, resgatar a cultura e a ancestralidade africana e promover a autoestima do povo negro.

No lançamento haverá uma programação cultural com show musical “Samba pra Elas” com a cantora Monique Rocha e performance da atriz Inácia Freitas. A exposição ficará aberta para visitação até o dia 10 de setembro, e depois fará um circuito itinerante em outros espaços da Região da Grande Vitória e interior do Estado. 

Histórico

O 25 de julho foi criado em 1992 durante o primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana, como marco internacional da luta e da resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe.

No Brasil, a data também é nacional e foi instituída pela Lei nº 12.987, de 2014, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela foi líder quilombola que viveu no século XVIII , no estado de Mato Grosso, e liderou levantes de negros e índios em busca da liberdade durante duas décadas.

Tereza de Benguela é, assim como outras heroínas negras, um dos nomes esquecidos pela historiografia nacional. Mas nos últimos anos essa história vem sendo resgatada devido ao engajamento do movimento de mulheres negras e à pesquisa de documentos até então não devidamente estudados, multiplicando as narrativas que revelam a formação sociopolítica brasileira.

 



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