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Vamos celebrar a luta pelos direitos de LGBT e combater a violência

29/01/2018 por: Comunicação Sindiupes

Neste 29 de janeiro celebra-se o Dia Nacional da Visibilidade Trans, data que marca a luta pelos direitos e respeito à identidade de gênero, em busca do direito à vida sem preconceito e discriminação de travestis, transexuais e transgêneros.  

O Coletivo Estadual de Diversidade Sexual-SINDIUPES colabora e apoia a luta pela inclusão e pelos direitos de pessoas LGBT. E neste dia 29/01 reafirma seu compromisso no combate à LGBTfobia.

Segundo o diretor do SINDIUPES e coordenador do Coletivo, Tiago Mello, é preciso chamar a atenção da sociedade e conscientizar a todos sobre a necessidade de combater a LGBTfobia.

” A LGBTfobia está presente no ambiente escolar, onde muitos trabalhadores/as em educação e estudantes são vítimas de discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, deixando graves sequelas, físicas e psicológicas. A.violência contra a população LGBT é um problema social que exige o envolvimento de todos”, afirma Tiago.

Histórico

O Dia Nacional da Visibilidade Trans é celebrado desde 2004, quando o Ministério da Saúde e entidades da sociedade civil lançaram a campanha “Travesti e Respeito”, em reconhecimento à dignidade dessa população. Ainda hoje, a população brasileira de travestis e transexuais tem grande dificuldade no acesso à educação, ao trabalho e à saúde, assim como sofre violências e é desrespeitada de forma rotineira.

A população de travestis e transexuais enfrenta no Espírito Santo – assim como em todo o país – uma enorme carga de transfobia (preconceito, discriminação e violência contra pessoas trans). Eles e elas são os mais suscetíveis à violência, que se expressa através de injúrias, agressões físicas e psicológicas e assassinatos todos os dias.

LOGO_CDS_CUTCom o intuito de colaborar com a luta pelos direitos das pessoas trans, o Coletivo Estadual de Diversidade Sexual-SINDIUPES tem implementado diversos projetos nesses últimos anos.

Entre as ações, destacam-se: os Seminários de Educação e Diversidade Sexual, direcionados aos profissionais da Educação, e a Campanha do Nome Social nas Escolas Públicas, abrindo o debate sobre o uso do nome social como instrumento pedagógico de inclusão, acesso, permanência e efetivação de direitos.

Na avaliação do coordenador do Coletivo de Diversidade Sexual do SINDIUPES, Tiago Mello, “na maior parte de nosso país e em nosso Estado não há políticas públicas direcionadas às pessoas trans. A conjuntura política nacional e internacional demonstra uma total ausência de comprometimento dos gestores públicos e chefes de estado com as causas dos direitos humanos das pessoas LGBT. Isso exige maior mobilização da sociedade civil organizada, especialmente do movimento sindical, para garantir respeito e cidadania a esse segmento“.

Violência contra pessoas trans 

Dados da indicam que a população trans vem sendo a mais violada e violentada entre a população LGBT no país. Segundo uma pesquisa da organização não governamental ‘Transgender Europe’ (TGEU), rede europeia de organizações que apoiam os direitos da população transgênero, o Brasil é o país onde mais se mata travestis e transexuais no mundo. Entre janeiro de 2008 e março de 2014, foram registradas 604 mortes no país.

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